
Faria o treino só. Sentiria meu ritmo, respeitaria meus limites... essas coisas que lemos nas frases de auto ajuda para corredores de longas distância.
Trajeto escolhido, lá fui eu. Inclusive, sobre o percurso, só um detalhe bobo, descobri que gosto de iniciar a corrida num lugar e terminar em outro. Não gosto de ir e voltar ao ponto inicial. Da outra forma, experimento paisagens novas e não percebo tanto a distância que percorro; assim, vou seguindo. E assim eu fui. Seguindo; num ritmo incomum (no bom sentido) durante 28 km. Terminaria os 30 km com menos de 3h. Mas eu queria 32km e ainda faltavam 4 km.
Decidi diminuir o ritmo para descansar. Acho que nunca havia feito isso conscientemente. Normalmente, quando diminuo o ritmo, é porque meu corpo não rende mais. Naquele momento do treino, precisei dominar o ímpeto de querer melhorar meu tempo. Era preciso terminar inteiro. Embora eu sentisse que meu corpo poderia continuar seguindo a 5:48 de pace, subi para 6:15/km. Ainda assim, completei os 30km dentro das 3h (algo como 2h, 59 min e 49 segundos, rssss).
Após os 30 km, realizei que, naquela manhã, eu havia desconstruído por inteiro a frustração vivida com os 32 km. Seguia confiante rumo ao final do treino. Quando cheguei aos 30,7 km, percebi que não precisava mais me desgastar e tirei o peso dos 32 km de cima das minhas costas. E assim foi!
O último longão antes da maratona, de 30,7 km, não poderia ter sido melhor. Agora é contagem regressiva. O site da prova traz: faltam 12 dias, 12 horas e 30 minutinhos. Estou ansiosíssimo!!!!!!!
Um grande abraço a todos e até qualquer hora.
Luiz Guilherme Loivos de Azevedo
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