Esse Blog teve seu início no dia 08 de junho de 2010 e seu post final foi publicado no dia 14 de julho de 2013, quando o objetivo da Maratona foi alcançado.
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quarta-feira, 29 de maio de 2013

"Reta Final" para Maratona!

Sempre que tenho dúvidas sobre algo, peço ajuda a alguém de fora; que desconheça o contexto no qual estou inserido.

Morro dois irmãos. Início da praia do Leblon
(faltarão 12 km para o fim)
Penso que qualquer situação, quando olhada de fora, com o frescor de quem está imune aos contaminantes internos, recebe uma análise que merece ser considerada. A partir disso, cabe a nós, ter coragem de aceitar as opiniões que divergem do que pensamos.

Para as pessoas de fora, estou vivendo o epílogo; o remate; a conclusão de um processo. Embora faltem menos de quarenta dias para a maratona, afasto essa idéia de meus pensamentos. Mas, após o treino desse final de semana, recebi um email do Rodrigo (Treinador da Ápice) em que, após saber do resultado do longo, escreveu "que ótimo a reta final dessa preparação!". Reta Final! Parece um diagnóstico definitivo! 

E cá estou eu: firme! No que dizem ser 'a reta final', vencendo distâncias cada vez maiores, a cada novo treino.

Nesse final de semana, enfrentei o maior deles, até agora; com trinta quilômetros. 

Posso dizer que o treino começou com um email recebido por Cláudio (Treinador da Ápice). Ele mandou um convite para dez pessoas - todos que irão para a maratona do Rio, sugerindo um trajeto e combinando um treino coletivo. Eu adoro treinos coletivos, embora eles sejam, em sua maioria, um engodo, pois cada corredor sai no seu ritmo e o coletivo vira uma fila indiana de atletas. Só que dessa vez foi totalmente diferente.  

Dos dez, apareceram cinco. Desses cinco, pelo menos três estavam sofrendo com a solidão dos longões e adoraram a oportunidade de ter companhia. Pra coisa ficar melhor, o pace desses três era parecido. Foi quase uma corrida de comadres. Seguimos por mais de 20 km conversando sobre 'um tudo'. Éramos eu, Thais e Renato. Corremos os primeiros 22 km praticamente juntos. Dali em diante, cada um seguiu o seu ritmo até finalizar os 30 km. Helena e Alberto (o restante do quinteto), nos deixaram comendo poeira. rsss....

Creio que a estratégia de montar bem os longos é fundamental para não darmos um tiro no pé e, treinos como esse, pra mim, são meio caminho andado para o sucesso. Faltando pouco mais de um mês para a maratona, não quero colocar à prova minha capacidade de absorver e superar novas frustrações.

Quanto a estar na "reta final", discordo da maioria, pois ainda faltam 4 semanas de treinos. Nada está fechado; "nossos desenhos" não estão acabados. É preciso seguir com cuidado redobrado; evitando não comprometer o esforço despendido e aproveitando para ganhar mais confiança. E se há uma reta final, não tenho dúvidas, ela terá seu início depois do Morro Dois Irmãos, lá pro quilômetro trinta e dois, no dia 07 de julho. 

Grande abraço e até a próxima.

Luiz Guilherme Loivos de Azevedo.

terça-feira, 22 de maio de 2012

O Vampiro das Ruas

Há algum tempo venho tendo dificuldades em me aventurar nos longões. Normalmente são treinos de 16, 18 ou 20 quilômetros que tenho evitado voluntariamente (por cansaço) ou em razão de impedimentos diversos. O fato é que nunca morri de amores pelos longões e sempre arrumo um motivo para deixá-los de lado.

Quanto aos demais treinos, venho sendo um bom rapaz. Tenho cumprido as planilhas semanais regularmente, com bom desempenho. Até certo ponto, venho conseguido baixar meu pace e tenho me sentido bem para alongar algumas distâncias. Mas, quando chega o final de semana, o ânimo arrefece e vou para as ruas cheio de preguiça.

Mas descobri que o desânimo não é pela corrida. O que tem me matado é a solidão do treino. Alguns dos corredores da Ápice gostam de treinar sozinhos. Ouço, quase semanalmente, que me digam como adoram os longões, pois é um momento de introspecção; de por os problemas 'na alça da mira' e por aí vai.  Mas comigo é diferente. Durante algum tempo eu era suficiente enquanto corria. O fato é que não me suporto mais. Correr 18 km, mesmo na beira da praia, apenas comigo mesmo, tem sido tedioso.

Já tentei de tudo para mudar essa situação. De todos os estratagemas utilizados, correr por caminhos novos tem sido um dos melhores. Mas, aquele que está em primeiríssimo lugar, é correr acompanhado. Estar do lado de um companheiro de asfalto tem salvado minhas semanas.

Tanto nos treinos semanais quanto nos longões, busco companhia. Que seja apenas para os primeiros quatro quilômetros de aquecimento. Já é alguma coisa. Isso tem mudado tudo.

Ultimamente, Eduardo tem sido minha vítima mais regular. Ele, que está treinando para uma ultramaratona (100 km), tem treinado num pace mais lento e permitido que pessoas como eu possam acompanhá-lo.

Tem dias que a corrida ao lado dos colegas Apicianos está tão fluida que estendo meus 8km (da planilha) para 12km. Ou abandono os 10km e estico para 15km. Meu último treino (14km), ao ganhar a companhia de Eduardo, cresceu para tranquilos 17 km. Correr acompanhado tem sido minha melhor arma a favor da corrida e contra o desânimo que vem e vai.
Só tenho a agradecer pela canja que meus confrades Apicianos tem dado ao pangaré aqui.

Valeu demais!

Grande Abraço e até a próxima.
LG