Esse Blog teve seu início no dia 08 de junho de 2010 e seu post final foi publicado no dia 14 de julho de 2013, quando o objetivo da Maratona foi alcançado.
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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Corrida da Ponte

Ponte Rio-Niterói. Uma das oito maiores pontes do mundo. Com 13,29 km de extensão, corta a baía de Guanabara unindo a cidade do Rio de Janeiro à fabulosa Niterói - minha cidade natal.

Inaugurada em 1974, a ponte foi cenário da primeira edição dessa corrida em 1981. No início dos anos 90 a prova foi suspensa, voltando à cena em 2011.

Posso dizer que sou familiarizado com a ponte. Como disse, sou de Niterói e, embora more em Brasília há trocentos anos, minhas férias sempre passavam por lá. Talvez, por esse motivo, eu tenha acompanhado cada uma de suas reedições (a partir de 2011). E, depois de pequenos ajustes em sua organização (mudança de mês e do horário de início - em razão da temperatura), decidi enfrentar seus 21.6 km. 

Vão Central
A prova foi no dia 19 de maio. Era um final de semana de planilha recuperativa com um longo de apenas 18 km. Perfeito! Voltaria à Niterói, veria bons amigos e, de lambuja, faria um treino com estilo. 

A prova não me preocupava. Talvez o percurso até o vão central, por ser uma subida, causasse alguma apreensão. Mas cheguei tranquilo à Niterói. Mais do que isso. Voltar à terrinha me provocou uma miríade de bons sentimentos. Além de poder estar com amigos queridos, rever a praia de Icaraí, por exemplo, não me trouxe memórias de minha infância, mas me preencheu de felicidade, como se aquela paisagem me abraçasse. Me sentia em casa. 

Iria buscar o kit no Shopping Plaza no sábado. Naquele dia, saí da praia de São Francisco, num trote leve, me alimentando com cada detalhe da orla de Niterói. Seriam 8 quilômetros até meu destino. Passada a estrada Fróes, cheguei à praia de Icaraí. Foi lá, há 3 anos, que encontrei Gugu (primo maratonista) durante seu treino matinal. Foi ali que tudo começou. Foi naquele ponto que decidi começar a correr**. Continuei meu trote e passei por dois corredores que finalizavam seu treino com uma caminhada. 

Guilherme??? 

Eu, Gugu e Antônio Ricardo
Opa! Esse é meu nome! Virei e lá estava, novamente, José Augusto (Gugu). Ele era um dos corredores por quem passei. Coincidência? Não acredito nisso! Era pra nos encontrarmos. Festejamos, tiramos fotos, combinamos um local para um possível jantar (que não foi possível operacionalizar) e continuei meu caminho. Niterói, mais uma vez, me abraçava. Segui feliz pela orla, rodeado por conterrâneos e procurando inutilmente rostos conhecidos. 

Chegando ao Shopping Plaza, retirei o kit e voltei para descansar. No dia seguinte estaria às 7:00h, em frente à estátua do Araribóia, para encontrar Gugu e sua trupe de corredores. Largaríamos juntos!

Eu e Gugu antes da largada.
A prova: Mole! hahaha... Brincadeirinha, mas achei, sinceramente, mais fácil do que tudo que construí mentalmente na véspera. O vão central..., não ofende ninguém! A subida é gradual e é possível manter um pace razoável. Além disso, depois dele, é só descida. Quer dizer, "só descida" é modo de falar, mas não tem outras subidas muito íngremes. Após dar esse mesmo parecer para Gugu e seus amigos corredores, todos foram unânimes em dizer: você deu sorte com o clima!

De fato, choveu na sexta e no sábado. Embora o domingo tenha amanhecido com tempo bom, estava fresco. Além disso, ao chegarmos à perimetral (oceano de concreto), o tempo nublou. Com solão, provavelmente eu não teria dado o mesmo testemunho. Enfim, mais um presente recebido. 

Jorge, o Maratonista.
Terminei os 21.6 km em 2h 02 min. Já fui mais rápido, mas também já fui mais lento. Assim, fiquei satisfeito. 

Mais sobre a prova:
- Largada: meio confusa, mas nada comprometedor!
- Pontos de hidratação: muitos! excelente!
- No Geral: Muito bem organizada. Comecei e terminei entre pessoas com pace semelhante ao meu (todos identificados com pulseiras coloridas).

Curiosidades: Corri com Wolverine, Darth Vader, Homem Aranha, Homen de Ferro, Capitão América (retardatário, inclusive) e Roberto Carlos (o cantor; de microfone e tudo). Ah! e ainda encontrei com Jorge (o maratonista - dono de um dos blogs que sigo).

Sobre o "temido" vão central (mais uma vez): não ofende ninguém! rssss...

Um grande abraço a todos e até a próxima.

Luiz Guilherme Loivos de Azevedo


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Em ritmo de treino

Corri minha segunda meia maratona.

Há duas semanas, cumprindo os treinos para os 42 km de Porto Alegre, meu longo alcançou 18 km. Naquele momento decidi correr a Meia das Pontes (Brasília). Entre aquele treino e a meia, ainda haveria uma semana recuperativa. Não poderia ser melhor.

É, mas furei minhas planilhas pela primeira vez desde que decidi correr a maratona.
Na semana recuperativa tinha o carnaval e seus feriados e na semana seguinte (antes do final de semana da prova), teria que viajar à trabalho. Grave!

No carnaval, recuperei muito... e não treinei. Festa pra lá, soninho pra cá..., quando vi, já era segunda! Na semana que viajei à trabalho, saí decidido à correr. Cheguei a trotar com um amigo por 6 km, mas não me sentia bem - intestino avariado pela comida estranha e corpo cansado da rotina de trabalho.
Voltei à Brasília na sexta à noite - esgotado.

No sábado, ainda trabalhei pela manhã. À tarde, churrasco. À noite, jantar em comemoração ao aniversário de uma amiga.
Resumo da ópera: comi igual a um doido, o dia todo, e ainda deitei às 2 da matina - a prova seria às 7:30h. aff....

Fui disposto a cumprir os 21 km, mas sem cobrança. Correria maneiro, com celular à tiracolo, pois poderia ter que chamar um taxi. hahahaha....

Não foi necessário. Corri 21,3 km. É verdade que andei aqui e ali. Sem crise!!! Ainda me permiti um pitstop no quilômetro 18 para um xixi básico. Tudo muito light.

Foi uma meia com cara de treino. Concluí com 2h17minutos e feliz! 21km sem olhar pra Garmin, sem me preocupar com pace ou em ser 'Sub' qualquer coisa.

Nessa semana, o longo será de 22km e, daqui em diante, nada menos do que isso em minhas planilhas. Isso mesmo: no mínimo uma meia maratona por semana.
A meia das pontes inaugurou a peleja!

E vamosimbora!

Grande abraço e até a próxima.
Luiz Guilherme Loivos

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A primeira meia maratona

A eleita: Asics Golden Four (Brasília). Dia 6 de novembro.

O treinamento ia bem - voei* no primeiro longão de 18 km e só não melhorei o tempo no segundo longo de 18, pois saí pra treinar sem nada (sem isotônico e sem gel de carbohidrato) e o corpo arriou no quilômetro 15.

Mas, houve umas férias no meio do caminho e isso atrapalhou. Fiquei entre 17 e 28 de outubro sem treinos. Grave a situação!!!! Cheguei desconjuntado e já falei sobre o tema em outro post.

Mas vamos à meia

Na véspera da corrida, quase não dormi. Ansioso uma barbaridade. Pra ser mais preciso, dormi mal parte da semana, pela mesma razão.

A corrida inicia com 7 km de uma bela descida. Com a adrenalina, corpo descansado e a facilidade do trajeto, tem que ter muita cabeça pra não deixar a tentação te empurrar ladeira abaixo. Essa foi a parte traiçoeira da corrida. Senti dificuldade em conter o ritmo e, nas partes planas, de corrigir a postura viciada pela descida. Não foi fácil! Mas terminei os 12 km inteiro.

Faltava menos da metade e eu sobrava. Olhei o tempo: estava dois minutos abaixo do tempo programado. No quilômetro 13 Ana Carolina começou a cantar "Vou deixar a rua me levar". Olhei para o mundo de asfalto à minha frente, sorri com a sincronicidade daquele momento e me soltei numa corrida cheia de satisfação. Corria feliz.

14km, nuvem cinza. Durante uma subida leve a 'felicidade cega' deu lugar a um alerta: o ritmo caía. Não caía muito, mas a disposição diminuía. Talvez tenha passado 5 minutos da hora do segundo sachê com a graxa de carbohidrato. A boca pregava enquanto o ingeria. Água só no quilômetro 15. Bora!

A subida continuava. No quilômetro 17 senti ter recuperado parte da disposição. Adiante, 1 km com subida mais íngreme. Aff!

Consegui manter um pace mais baixo, mas isso me custou o sprint final. Durante os 2 últimos quilômetros, apenas corri com um mínimo de dignidade, já na reserva. O ritmo diminuiu, mas não chegou a sacrificar os minutos que ganhei nos primeiros 14 km.

Foi quase um sucesso total.
Amei!!!!

Mas, como diria Mark Will-Weber (que conheci num cartaz durante a prova):
Correr é real e relativamente simples, mas não e fácil!!!

Tempo oficial: 01:53:14.
Melhor pace para distâncias acima de 10 km (5:21/km). Uhhhhhhhh!!!!! Corre pangaré!!!

Que venha a Pampulha!!!!
Grande abraço e até a próxima.

Luiz Guilherme Loivos

*Voei: mais rápido do que meu ritmo regular. hehe... Tem que esclarecer, afinal... pangaré não tem asa pra voar!!!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Vibram Five Fingers - pra depois da Meia Maratona

Enfim chegou minha encomenda!!

Uma amiga que mora na Austrália decidiu, em troca de uns favores, atender a um pedido e me enviou um par de Vibram Five Fingers.

Sim senhores... vou iniciar minha sessão experimental (agora pra valer) de Barefoot Running (correr descalço).
O planejamento é cumprir pequenas distâncias, uma vez por semana (por enquanto).

Não sou um entusiasta do Barefoot Running. Me classifico apenas como um simpatizante. Acredito que o correr "descalço" (com a técnica do natural running) possa fortalecer minha estrutura e, melhorar meu desempenho, além de (e mais importante que o resto) me afastar das lesões.
Vamos ver!

Começo a rotina de treinos descalço depois da minha primeira meia maratona (dia 6 de novembro de 2011). Daqui pra lá, não será viável treinamento algum, pois saio de férias com a família e dificilmente conseguirei cumprir a planilha de treinos (foi mal coach!!!!).


Volto de viagem faltando 7 dias pra prova e, provavelmente, 2 quilos acima do peso. Affff!!!!!

Assim, as metas e desejos que tracei terão que ficar pro ano que vem, quando estarei mais atento à data da próxima meia.



Grande abraço e até a próxima (provável relato da minha primeira meia maratona)

LG